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| José Luiz Goldfarb diz que o Twitter pode ser um aliado da leitura |
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Ele, que participa no dia 30, das 9h30 às 11h30, da mesa “A promoção da leitura: do impresso à multimídia”, diz que o twitter representa uma oportunidade única de rápida informação e interação com os leitores. Goldfarb é conhecido por atuar com desenvoltura em diversas áreas do conhecimento. É há 19 anos o curador do Jabuti, principal prêmio da literatura brasileira; professor e diretor do Programa de Estudos de Pós-Graduação em História da Ciência da PUC-SP; oficiante de culto da sinagoga do clube “A Hebraica”, de São Paulo e, entre outros, coordenador de diversos programas de incentivo à leitura (“São Paulo: um Estado de Leitores", da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo; "Letras de Luz", da Fundação Victor Civita/Energias do Brasil, nos estados do Tocantins, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e São Paulo; e "Rio: uma cidade de Leitores", da Secretaria de Educação da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro).
Um dos mais instigantes nomes da cultura do País, o multidisciplinar José Luiz Goldfarb chega ao Rio Grande do Sul para as famosas Jornadas de Passo Fundo (13ª Jornada de Literatura). Ele participa, dia 30 de outubro, das 9h30 às 11h30, do 8º Seminário Internacional de Pesquisa em Leitura e Patrimônio Cultural, debatendo na mesa “A promoção da leitura: do impresso à multimídia”, no auditório do ICEG (Instituto de Ciência Exatas e Geociência, Campus I, da Universidade de Passo Fundo. Além de Goldbarb, participam da mesa Alessandra Schneider (Unesco); Luiza Motta (Caxias do Sul), Adriana Pantoja (Guardalajara, México) e Juliana Andréa Oliveira Batista (Embrapa, DF).
Goldfarb irá abordar entre outros assuntos as possibilidades do uso do Twitter no incentivo à leitura e formação de comunidades leitoras. “A internet não é inimiga da leitura, como muita gente imagina. No mundo virtual há milhares de grandes obras – clássicos da literatura – disponíveis para todos. Uma das revoluções mais fascinantes é o twitter, que representa uma oportunidade única de rápida informação e interação com os leitores”, afirma.
O Prof. Dr. Goldfarb não acredita que o twitter possa conduzir a uma perda na capacidade de escrita da língua portuguesa ou a na qualidade da elaboração dos pensamentos. “A mensagem não se encerra com os 140 caracteres. Pode ser complementada com o envio de links interessantes sobre os mais diversos artigos”, diz. E acrescenta: “claro que como toda a nova forma de comunicação o desafio é saber utilizá-lo. A mídia, por exemplo, tem grandes desafios pela frente, já que o twitter acabou com grande parte dos furos jornalísticos”.
Goldfarb atua em diversas áreas do conhecimento. Possui graduação em Física pela Universidade de São Paulo (1978), mestrado em Filosofia e História da Ciência - McGill University, Canadá (1980) e doutorado em História da Ciência pela Universidade de São Paulo (1992). É curador há 19 anos do prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, considerado a principal premiação da literatura do país; professor e diretor do Programa de Estudos de Pós-Graduação em História da Ciência da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo; coordenador de diversos programas de incentivo à leitura (São Paulo: um Estado de Leitores", da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo; "Letras de Luz", da Fundação Victor Civita/Energias do Brasil, nos estados do Tocantins, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e São Paulo; e "Rio: uma cidade de Leitores", da Secretaria de Educação da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro); coordenador do Corredor Literário na Paulista, da Secretaria de Estado da Cultura; oficiante do culto da sinagoga da Associação Brasileira “A Hebraica” de São Paulo; conselheiro da Biblioteca Haroldo de Campos (Casa das Rosas - Secretaria de Estado da Cultura); e presidente do conselho deliberativo da Associação Amigos do Museu Judaico de São Paulo, entre outros.
Tem grande conhecimento na área de História, com ênfase em História das Ciências, atuando principalmente nos seguintes temas: história da ciência e ciência no século XVII, influências herméticas em Isaac Newton, ciência e religião, história da ciência no Brasil; bibliotecas públicas, políticas públicas de promoção do livro e da leitura, judaísmo e cinema, além da elaboração, produção, viabilização e implantação de projetos e eventos culturais.