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| É inegável. Nenhum comediante da atualidade chega a um ponto tão extremo quanto Sacha Baron Cohen. |
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É inegável. Nenhum comediante da atualidade chega a um ponto tão extremo quanto Sacha Baron Cohen. Assim como Larry Charles vem se confirmando como um diretor/produtor que sabe escolher os projetos em que se envolve como poucos.
Assisti poucos episódios do programa televisivo de Cohen, que dizem ser tão ou até mais nocivo que Borat, mas duvido que falte tanto com qualquer critério de decência ou o que poderia ser assumido como “bom gosto” pelos padrões vigentes quanto em Brüno.
Aqui encontramos o personagem título em uma série de situações que ultrapassam a barreira do hilariante e o que pode ser considerado como plausível constantemente. Uma atrás da outra. Não acho que tenham havido um período de cinco minutos no qual a platéia tenha fiado em silêncio, sem que houvesse um rompante de gargalhadas contínuas.
Venho freqüentando cabines de imprensa já há cinco anos e foi a primeira vez que ouvi os críticos aplaudirem um filme no final da sessão. O que é especialmente interessante, considerando-se que o filme faz uso de um humor tão excessivamente pesado como poucas vezes assisti ao longo da minha vida. Saber que - assim como em Borat - a maior parte desse filme realmente aconteceu, sem que as pessoas que ali aparecem soubessem o que estava se passando só torna essa obra ainda mais única.
Opto por não comentar nenhuma cena, para que as pessoas possam se chocar positivamente assim como eu me choquei. Fique claro que se você tem bom gosto, algum tipo de preconceito contra cenas de homossexualismo ou se ofende facilmente, esse filme definitivamente não é para você.
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