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A Novíssima Geração
22/04/2008 - 10:32
Novíssima Geração
Abertura dia 26 de abril, sábado, às 18h (até 8 de junho)
Terça a sábado, das 13h30 às 18h30
Domingos e feriados das 14h às 18h30
Museu do Trabalho - Rua dos Andradas, 230. Porto Alegre

Abrir espaço aos novos talentos das artes plásticas de Porto Alegre é a idéia do Museu do Trabalho com A Novíssima Geração, exposição coletiva de pintura e desenho onde os participantes foram selecionados a partir de um grupo de pretendentes inscritos. Cinco artistas entre 43 inscritos estão na mostra, que abre no dia 26 de abril, às 18h: Claudia Hamerski, Rafael Araújo, Talita Hoffmann, Tomas Barth e Valesca Kuhn. A comissão responsável pela escolha dos novos talentos foi composta pelo jornalista e doutorando em artes visuais Eduardo Veras e os artistas plásticos Carlos Asp, Eduardo Haesbaert, Fabio Zimbres, Gelson Radaelli e Maria Tomaselli.

Entre os participantes da exposição, um é indicado pela mesma comissão para fazer uma mostra individual no Museu do Trabalho em 2009, e a artista Talita Hoffmann foi escolhida por unanimidade como a melhor entre todos os concorrentes. Esta é a segunda edição de A Novíssima Geração, que acontece a cada 5 anos. A primeira, em 2003, teve 22 inscritos e 8 foram selecionados. Tomas Barth é o único do "time" a participar pela segunda vez. Entre os 43 inscritos estavam alunos do Instituto de Artes da UFRGS, Feevale, ESPM, Ulbra e Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre.


sobre os artistas:

Claudia Hamerski, nasceu em Seberi, RS, em 1980. Iniciou seus estudos em Artes Visuais no ano de 2002 na UFRGS. Desde o ano de 2005 vem desenvolvendo pesquisas na área do desenho utilizando-se do modelo árvore numa busca pela sua re-significação. Extrair de uma forma elementar características que dêm origem a novas construções e novos olhares. Nesses estudos a experimentação de suportes é também um desafio. Em 2006 Conclui o curso de Artes como Bacharel em Desenho. E a partir de 2003 participa de mostras coletivas e individuais. Atualmente cursa História Teoria e Crítica de Arte na UFRGS.

"O grafite e o papel são as ferramentas essenciais do desenho. Desde o início de minha pesquisa nessa área venho procurando extrair toda potencialidade desses instrumentos valorizando o gesto, a relação do papel com o grafite, a linha, o movimento e as conexões. Os desenhos são realizados a partir da observação de imagens registradas pela fotografia, essas são re-significadas e através da composição em módulos criam uma atmosfera de jogo onde procuramos o encaixe perfeito e somos estimulados a observar a individualidade de cada desenho. O contraponto entre o limite da moldura e o desenho direto na parede como que formando uma superfície em expansão também são objetos a serem explorados."

Rafael Araújo, natural de Porto Alegre, nasceu em 1983. Estudou desenho, gravura e pintura no Ateliê Livre da Prefeitura. Atualmente cursa o último semestre do Instituto de Artes da UFRGS. Participou da exposição coletiva Pequenos Diálogos – Arte e Intertextualidade, com um desenho em conjunto com Belém Adams, Fernanda Manéa e Teresa Poester, no Museu da Ufrgs; também fez parte das mostras Viajeros, Bienal B e Essa Poá é Boa. Individualmente expôs na Câmara Municipal de Porto Alegre e no Espaço Ado Malagoli do IA/UFRGS. Também trabalha com cenografia e design gráfico.

"Esse trabalho é constituído pelo resíduo de etiquetas autocolantes, um material que seria descartado. Materiais que aparecem, surgem em nosso cotidiano e geralmente passam desapercebidos, eu os transformo em outras coisas. Trabalhando de forma compulsiva e automática dou margem a pequenos acidentes, que me agradam. O trabalho é então instalado num local escolhido e ocupa esse espaço, dialogando com os elementos de sua arquitetura, sendo assim, único a cada montagem. Portanto, o processo é casual desde a coleta até a aplicação no espaço expositivo. Mas fica uma questão: se estou pré-disposto ao acaso, até que ponto tenho controle de minhas ações? Prefiro os meios-termos."

Talita Hoffmann, nasceu em Porto Alegre, em 1988, é desenhista, estudante de Design Gráfico e baixista da banda Tom Enola. Em 2005 começou a freqüentar as aulas no Atelier Livre da Prefeitura, e, a partir daí, vem desenvolvendo um trabalho inspirado no surrealismo pop, criando um universo próprio habitado por animais míticos e hibridizados.
Já teve seus trabalhos divulgados nas revistas Zupi e +Soma (nacionais) e na revista ROJO (de Barcelona). Esta é sua primeira exposição coletiva.

"Com essa série de desenhos procurei criar um universo único, onde cada cenário interagisse com seus personagens e onde cada um deles possuísse sua própria força. Acredito que cada um desses personagens carregue consigo sua identidade, cada um representando diferentes partes de uma mesma família. Para mim, não interessa tanto o gesto do desenho, mas sim o desenho em sí. São desenhos que vem surgindo aos poucos, e penso cada um deles como cenas individuais de uma mesma história."

Tomas Barth nasceu em Osório, em 1980. Durante a infância e adolescência, já fazia alguns desenhos por encomenda e ilustrava o jornal da escola. Aos 15 anos, estudou desenho no Atelier Livre da Prefeitura, viajando uma vez por semana para Porto Alegre e, aos 19, venho definitivamente para capital ao ingressar no Instituto de Artes da UFRGS, no curso de Artes Visuais, com a ênfase em Desenho. Em 2002, ingressou novamente no Atelier Livre, para fazer o Projeto Avançado em Desenho, o que viria a auxiliar o desenvolvimento de sua pesquisa pessoal na prática desta arte. Também é músico e compositor e tem um projeto musical há 8 anos, a banda Montanha Mágica, da qual é fundador. Em 2003 participou da primeira edução da "A Novíssima Geração".
"A série de desenhos das ferramentas teve sua gênese no desenvolvimento de um trabalho no atelier da faculdade, no qual os alunos tinham que representar o corpo humano "sem representá-lo". Parti da idéia de registrar o contato do corpo com as ferramentas, como sendo a razão de ser destas. A representação deste contato seria o foco dos desenhos, assim como o desgaste destas pelo uso. A mão, a matéria-prima, a ferramenta para construir algo, tudo isso, aliado ao fato do meu pai possuir uma infinidade destas ferramentas e de ter me proporcionado um contato muito grande com elas quando eu era criança, atraiu-me como um terreno muito fértil e interessante. Limitando o tema e a técnica a um universo restrito (as ferramentas e o lápis sobre papel), lancei-me a explorar as possibilidades do desenho, experimentando diversas formas de composição e de utilização do lápis (e, em alguns momentos, da borracha) sobre a folha branca. O resultado desta pesquisa foi uma grande série, da qual escolhi os melhores resultados, ou os que tive mais afinidade, seja pela composição, seja pela desenvoltura plástica dos desenhos"

Valesca Kuhn nasceu em Porto Alegre, em 1979. É bacharel em desenho pelo Instituto de Artes da UFRGS, onde agora estuda gravura. Participou de diversas exposições, entre elas ¬-– "MAC no A6 Consolidação", 19º Salão do Jovem Artista, "Vá a Pé" sua primeira individual no SESC, "Pequenos desenhos" da Galeria Subterrânea e Bienal B.

"Acredito que meus desenhos sejam a própria palavra, que sejam a escrita e que se expliquem.Tecnicamente, são linhas e manchas que se unem, as vezes aleatoriamente, as vezes intencionalmente. Alguns acidentes como um respingo, podem também se tornar um elemento importante na construção. Visualmente, formas vão surgindo, orgânicas, com movimentos no espaço livre do papel; sem intenções premeditadas, sem desejos certos para o seu fim. Desenhos que nascem pela simples vontade de desenhar."


Realização: Museu do Trabalho
Rua dos Andradas, 230. Porto Alegre.
Fone 3227 5196
 
Fonte: Rede Sortimentos
 
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