Uma peça dedicada a uma Mulher Pilly

Publicado em: 12 janeiro 2012
Jairo Padilha, Pillly Calvin e Killy Freitas combinam canções consagradas de brasileiros e latinos

Jairo Padilha, Pillly Calvin e Killy Freitas combinam canções consagradas de brasileiros e latinos (fotos: arquivo pessoal)

Isso mesmo. Você não entendeu errado. Fui eu que entendi, mas ainda assim não foi ruim. Estreou nessa terça feira, dia 11, a peça Mulher, pelo amor continuar vivendo, com Pilly Calvin e a presença especial de Killy Freitas e Jairo Padilha. Digo presença especial pela mesma razão pela qual me equivoquei sobre a temática. Não é uma peça, não é uma apresentação musical. É uma homenagem a uma querida atriz de Santa Cruz do Sul, de fama regional.

“Pilar Nuñes Calvin é uma atriz com boa fama no Rio Grande do Sul. Por si só, já tem uma história fantástica. Nascida na Espanha, em Valência, em data que todo bom cavalheiro não deve apontar, cuja famila  vivenciou a Guerra Civil Espanhola e parte da Segunda Guerra Mundial. Vinda ao Brasil a convite de um primo, formou-se em Biologia, de onde tirou licenciatura para poder dar aulas. Aulas de teatro, paixão que lhe chegou apenas mais tarde na vida com o nome artístico de Pilly.

A história da cantriz Pilly Calvin, tão logo ganhe a estrada, é um bom investimento

A história da cantriz Pilly Calvin, tão logo ganhe a estrada, é um bom investimento

Mulher é exatamente isso. Uma homenagem musical, em que Pilly dança, canta, reclama e atua. Tem a Direção de Alexx Albert, um aluno de seus próprios cursos de teatro, responsável também pela escolha do repertório de músicas e poemas, dos quais alguns são de sua autoria. A parte boa da apresentação vem da seleção musical e da sua apresentação sonora. Com peças como Valsa Para Uma Menininha, de Toquinho, até Sonho Impossível, de Chico Buarque, passando por Mercedes Sosa e outros grandes nomes, Killy e Jairo dão um show de habilidade, compensando ainda pela inabilidade musical da “cantriz”, como se autodenominou Pilly.

Não é um grande show de música, nem o cenário de bolero somado aos momentos de interpretação da atriz são particularmente notáveis, mas é uma boa homenagem. Digna de alguém com tanta história e, provavelmente, do jeito que ela gostaria que fosse. Com valores acessíveis, tão logo ganhe estrada, são sessenta minutos bem investidos na cena cultural.

Só não faça como eu e espere uma peça, ou show, de teatro. Por melhor que a atriz seja, não é disso que se trata.

Leandro Fiori


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2 Comentários
  1. pilly calvin - 13 janeiro 2012 20:08 

    Amado!! Leandro. que bom que temos críticos que vivem da nossa profissão! Não é? Para nos ensinar e nos fazer melhorar,eu sou só uma corajosa que se desafiou a ir além de seus medos, por isso eu me nomeei cantriz. A única coisa que acho de ti sem te conhecer é que deverias ter te informado melhor, sobre quem falavas. Eu não passei a guerra civíl espanhola, e muito menos a segunda guerra mundial, e sim meus pais. Se eu tivesse participado disso teria 105 anos: estaria muito bem conservada não é??? Quanto a tal peça di Purê hahahahaha, nunca fiz essa peça nem conheço e gostaria que me disseses quem é o autor! Viva os criticos como tu que não ouvem. não vem, não estudam e estão mortos…..

  2. Fiori - 16 janeiro 2012 13:44 

    Com relação à sua biografia, peço inúmeras desculpas. Tive a chance e a infelicidade de encontrar não um, mas alguns textos sobre a vida da senhora em biográfia sugerida pela Unisc.

    O Texto não me pareceu improvável, pois tanto a guerra civil espanho quanto a segunda guerra terminam, verdadeiramente, 1952. Algo um pouco após o que muitos acreditam. Poderia se dizer, inclusive, que a segunda guerra termina com o fim da segregação alemã, mais isso teria pouco a ver com sua origem.

    Mas sim, em falha de espressão, a sua vivencia de agruras é um traço familiar, e não pessoal, assim como foi a minha, que revivi histórias de pessoas que viveram em campos de concetração japoneses. Mesmo porque, e isso apenas suponho logicamente, devem ter sido eles a decidir imigrar para o Brasil.

    Conheço seu trabalho de em curtas metragens e teatro, e espero que me perdoe um biográfia não clara e faltosa, será prontamente corrigida.

    Agradecido por corrigir-me
    Leandro

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