
Brilho da Lata (Foto: Pedro Sol)
Este ano, o Opinião será abençoado com as boas vibrações do reggae já no início de suas atividades. Dia 8 de março, uma semana após a reabertura oficial da casa, as bandas Mato Seco e Brilho da Lata farão os fãs do estilo apadrinhado por Jah reacenderem suas convicções na música como ferramenta de paz e de busca por um mundo melhor.
MATO SECO
Arte e poesia, por serem belas, não precisam sempre ser imparciais ou passivas. Podem e devem ser libertárias. Arte e poesia transformam-se em revolução por meio da música, como o grito de um povo oprimido. Seco Mas Não Morto, segundo disco da banda Mato Seco, retrata muito bem isso. É arte como forma de luta, e consciência como arma para libertação.
Não é só mais um disco. É um grito pelo nosso povo que sofre, que caminha, que trabalha, que resiste às dificuldades impostas no dia-a-dia. Um brado, desde o esforço em plantar raízes fortes pelo que vem sendo feito hoje. Porém, também é um clamor pelo resgate de valores semeados há muito tempo por outros grandes, e que devem respeitados sempre. Afinal, é nossa cultura, nossa arte, nossa história.
O disco, produzido pelo próprio Mato Seco e Rodrigo Loli, no Tonelada Estúdio, em São Paulo, traz quatorze faixas, sendo treze autorais e uma refinada reedição do ilustre poeta Chico Buarque. O trabalho de arte visual impecável, desenvolvido por Tiago Morya, Daniel Pinheiro e Renan Alves, deixa evidente ainda a clara evolução artística que acompanha a banda desde a sua criação, em 2002.
A obra fortalece o trabalho que já vem sendo feito desde o primeiro disco, Resistência, mas de uma forma muito mais intensa. Seco Mas Não Morto mostra-se um registro conceitual que marca e pontua a evolução musical da banda.
BRILHO DA LATA
Um espetáculo crítico e dançante. Um reggae-rock-político-performático com direito a gaita gaudéria, escaleta, malabarismos circenses e distorções, é claro. Quando o Movimento Cultural Brilho da Lata entra em cena, Jah veste sua jaqueta jeans surrada, seu All-Star e vai para a primeira fila.
Mesclando composições românticas com críticas sociais, sem ser panfletária, a Brilho da Lata se apropria de tons comuns ao rock e ao reggae para compor um estilo único, numa apresentação planejada.
O grupo já dividiu o palco com grandes nomes do reggae nacional e internacional, como Chimarruts, Ponto de Equilibro, Tribo de Jah, Produto Nacional, Cultivo e Steel Pulse. Com seu trabalho dedicado, a banda gaúcha fundada em 10 de novembro de 2007 está abrindo novamente as portas para o reggae em Porto Alegre e na região Metropolitana.
Em fevereiro de 2011, a Brilho da Lata gravou o DVD O Circo, no teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mario Quintana. O registro teve a participação dos músicos Paulo Dionísio (Produto Nacional), Marcelo Salgueiro (Diretoria), Triba (Humani SC), Gabriel Severino (Gueto do Peito Records) e JJ (Stereosoud), e foi lançado em dezembro do mesmo ano.
Serviço:
Abertura:
Brilho da Lata
Onde:
Opinião (José do Patrocínio, 834)
Quando:
8 de março, quinta-feira, a partir das 23h
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