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A Casa de Cultura Mario Quintana viveu uma quarta-feira de superlotação. Oficinas, debates e encontros ocuparam todos os andares dentro da programação do Fórum Social Temático.

Geral com Maria (Divulgação / SEC)
Na estrutura montada na Travessa dos Cataventos ocorreram os dois primeiros Diálogos Globais do Conexões 2.0. A liberdade na rede com acesso universal e respeito aos direitos humanos foi o tema abordado pela Ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, o especialista em gerência de engenharia de software, Rogério Santanna, e o cientista político e professor da UFRJ, Giuseppe Cocco, no primeiro encontro.
O secretário de Estado da Cultura, Assis Brasil, fez um breve pronunciamento de abertura destacando a importância do debate. Em seguida o ativista digital e mediador do encontro Marcelo Branco iniciou uma webconferência com o espanhol especialista em direitos digitais Javier de La Cueva. O advogado protestou contra o projeto de Lei Sopa (Stop Piracy Act), nos Estados Unidos.
A Ministra Maria do Rosário informou que a discussão já está no Brasil, o projeto de lei (PL) 2.126/2011, mais conhecido como Marco Civil da internet, garante o direito de acesso a web para qualquer cidadão brasileiro.

Público (Divulgação / SEC)
No inicio da noite a Travessa dos Cataventos lotou outra vez para ouvir o cantor, compositor e ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil defender a importância da Internet para os movimentos sociais. O governador Tarso Genro, o secretário Assis Brasil e o prefeito de Canoas, Jairo Jorge, receberam Gilberto Gil e conversaram, em encontro privado, por alguns minutos antes do inicio do segundo Diálogo Global do Conexões 2.0.

Caminhada com Gil (Divulgação / SEC)
O tema foi Da Primavera Árabe à Internet na Construção da Democracia 2.0, e contou com a webconferência da Jornalista especializada em Oriente Médio e escritora Olga Rodriguez. Em Porto Alegre, além de Gilberto Gil, o coordenador-geral do Gabinete Digital do Governo do Estado, Vnicius Wu e o jornalista Antônio Martins, debateram o tema.

Geral com Gil (Divulgação / SEC)
Gil afirmou que o mundo está se fragmentando. “Uma das maiores críticas feitas à Primavera Árabe e a todos os movimentos parecidos são que eles estão contra parte do sistema e não necessariamente contra o sistema inteiro”. Salientou também a necessidade de apoiar as utopias propostas pelos movimentos sociais, de qualquer origem. “Eles misturam um sentimento de vários futuros possíveis ao mesmo tempo. É o racional, para que haja funcionalidade, e a poética, a recriação destes futuros possíveis”. Gil disse ainda que as críticas a estes movimentos precisam ser sustentadas para que não haja totalização ou generalizações dos ideais.
O evento, realizado na Travessa dos Cataventos na Casa de Cultura Mario Quintana, é parte integrante do Fórum Social Temático e visa promover o diálogo sobre as possibilidades de mobilizações sociais através da rede e das mídias sociais. O Conexões Globais 2.0 é organizado pela Associação Software Livre em parceria com a Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital e Secretaria de Estado da Cultura e segue até dia 28 de janeiro
Texto: Asscom Sedac
Fonte: SEC
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