Ao Cubo movimenta o mundo do Hip Hop
Na última vez que Neymar deu show – fez três gols em uma única partida -, pediu a música 1980 na esquete do Fantástico. Diz a conversa de bastidores que o Santos sempre escuta o grupo Ao Cubo na concentração… apesar de todos os músicos serem corinthianos. Aliás, os integrantes tem a cara de São Paulo: Cleber e Dona Kelly são de Itaquera; Feijão, da Pompéia; e o Dj Fjay, do Bexiga. Trabalham mais de 12h por dia, dividindo o tempo entre o administrativo da carreira, ensaios e shows.
O merchandising também é feito em casa. Cleber pensa as roupas, Dona Kelly os cabelos. Feijão assina o design web e gráfico, enquanto Fj define as agendas. De tão caprichosos, Ao Cubo foi escolhido pelo livro Hip Hop, dentro do movimento como artista/grupo mais profissional e cuidadoso com a produção cultural e maior envolvimento com causas sociais. O trabalho social em Itaquera, por exemplo, foi matéria com Alessandro Buzo, no SPTV, há 2 sábados.
Curiosidades à parte, há dez anos o grupo roda o país para divulgar o trabalho social que começou na Fundação Casa, em São Paulo. No próximo dia 11 de maio, o Ao Cubo participa de um dos mais populares eventos de rap, a Quermesse do Capão Redondo: prova de que, assim como os rappers americanos, reúnem fãs da periferia ao alto escalão.
No último DVD, as parcerias musicais incluíram rappers como Thaíde e, para a diversão geral, de Neymar e Serginho do vôlei. A música Nasci para vencer, que conta com a presença do jogador, já atingiu 8 milhões de acessos no Youtube (entre a versão oficial e os vídeos postado por fãs). Na internet, Ao Cubo conquistou 40 mil seguidores no twitter.
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