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Há alguns anos, surgiu um novo conceito de processamento, armazenamento e utilização de softwares em todo o mundo. Chamado Computação em Nuvem, esse sistema inovador gerou polêmica e passou a ser visto como uma possível ameaça para o tão conhecido download. O serviço online oferece uma facilidade ao usuário jamais vista anteriormente. A partir dele, seus trabalhos podem ser salvos em um local que pode ser acessado de qualquer parte do Planeta, além de fazer atualizações automáticas e sem a necessidade de baixar novas versões dos programas utilizados.
Para desvendar os mistérios que envolvem essa nova tecnologia e o futuro do download, o Superdownloads – pioneiro em conteúdo de tecnologia e softwares no Brasil que figura entre os cinco sites de tecnologia mais acessados no País – analisou o que pode acontecer nos próximos anos.
Hoje, o Superdownloads conta com cerca de 500 mil downloads por dia e possui aproximadamente 450 mil usuários cadastrados, sendo um dos sites mais procurados e acessados desde sua criação, em 1998 e, preparado para encarar esse novo sistema, seus diretores visam algumas mudanças para um futuro bem próximo. “Com o aparecimento de sistemas como a computação em nuvem, estamos vendo a necessidade de expandir nosso negócio e focar naquilo que buscam nossos usuários”, revela Fábio Melatti, Diretor de Tecnologia do Superdownloads. “Sempre investimos na implementação de aplicativos atualizados e nos preocupamos extremamente em melhorar nossos processos de negócios”, afirma.
Em recente pesquisa elaborada pelo Superdownloads, procuramos Luli Radfahrer, PHD em Comunicação Digital e Consultor em Inovação Digital, para falar sobre a cloud computing – como é chamada em inglês. O especialista nos contou que o sistema ainda é visto com desconfiança no País. “Isso acontece porque muitos dos dados ficam em propriedade das empresas que os administram, mas isso é bobagem! Na verdade, eles estão mais seguros por lá, principalmente se a empresa tiver boa reputação”, garante.
Desde o seu surgimento em 2008, a cloud computing parece um tanto quanto tímida para o usuário, em geral, porém gigantes como a Microsoft e Apple colocam cada vez mais esse assunto em pauta. Exemplo disso é o recente lançamento do Office 365 e do iCloud. Além dessas empresas, a IBM também se destaca na nuvem, prova disso foi a compra da companhia Cast Iron Systems com a intenção de alcançar um crescimento de cerca de 120 bilhões de dólares para o mercado até 2012.
“O serviço hospedado remotamente é mais estável, rápido, focado e seguro que uma máquina na empresa. Sem contar que está frequentemente atualizado e o setup é imensamente mais rápido, fácil e barato. Além disso, ele raramente cai, não precisa de instalação, acaba com a pirataria, funciona em qualquer lugar e sua instalação é automática”, aponta Radfahrer. Porém, as empresas que veem no serviço uma boa opção devem fazer algumas pesquisas antes de aderir ao serviço principalmente pelo custo. “Em alguns casos, o custo mensal pode ser mais alto que o custo total, quando somado. SlideRocket é melhor do que PowerPoint, mas custa $ 24 por mês, o que sai mais caro do que o PPT em um ano”, compara o PHD.
Radfahrer acredita que possivelmente, em algum tempo, não teremos mais que baixar programas em nossas máquinas. “Não instalaremos nem programas, nem sistemas operacionais. Veja o que acontece com o Joli.OS e o ChromeOS”, exemplifica. Mas o especialista do SD Fábio Melatti crê que o novo sistema não será responsável pelo desuso do download. “A computação em nuvem é uma tendência que certamente fará com que o número de downloads diminua, mas não que acabe. Sempre precisaremos instalar um programa, um arquivo ou um aplicativo”, afirma.
Melatti ainda vai mais além. “O crescimento e a popularização de dispositivos móveis também precisarão de um ou outro aplicativo, garantindo que a vida do download ainda dure muitos anos”, conclui.
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